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Ficha de degustação de vinho: o que anotar e por que vale a pena

Você provou um vinho incrível num jantar, jurou que ia lembrar o nome e, três semanas depois, só lembra que o rótulo tinha um passarinho. Acontece com todo mundo. A memória do vinho é ótima para emoção e péssima para detalhe.

A ficha de degustação de vinho resolve isso: é um roteiro curto que organiza a prova em etapas e guarda o que você percebeu e o quanto gostou. Uma ficha sozinha ajuda a prestar atenção. Dez fichas juntas mostram o seu gosto. Aqui eu explico o que anotar, campo por campo.

Este artigo faz parte do guia como degustar vinho.

Para que serve uma ficha de degustação?

Para três coisas:

O que anotar, campo por campo

1. Identificação do vinho

Nome, produtor, uva, país e região, safra (o ano da colheita, no rótulo) e a faixa de preço. Parece burocracia, mas é o que permite comprar de novo, ou fugir dele com elegância.

2. Olhar

3. Cheirar

4. Provar

Uma linha para cada item, numa escala simples:

5. Concluir

Duas perguntas, e eu insisto que fiquem separadas:

6. Uma frase livre

O campo mais subestimado. “Parece suco de amora com pimenta”, “bom com pizza”, “a Voz do Preço jurava que era melhor”. Escreva como você fala. Daqui a um ano, essa frase vai valer mais que todas as escalas.

Escala de três ou de cinco pontos?

Depende de onde você está.

Para começar, três níveis (pouco, médio, muito) bastam e evitam paralisia. Quem estuda para um curso pode usar a escala de cinco pontos do WSET: baixo, médio-, médio, médio+ e alto.

A ficha do Enomentor tem as duas: o modo simples usa três níveis com dicas do dia a dia, e o avançado usa a escala do WSET. As respostas são as mesmas por baixo, então dá para trocar de modo no meio da prova sem perder nada.

A pergunta que importa

Uma ficha não é prova escolar. Ninguém vai corrigir. Se você marcou acidez alta e o rótulo diz que o vinho é “macio”, tudo bem: anote o que você sentiu. Percepção varia, e com o tempo você calibra.

O único campo obrigatório de verdade é o “gostei?”. Sem ele, a ficha vira um relatório técnico sobre um vinho. Com ele, vira um mapa do seu gosto.

Da taça para a prateleira

Depois de umas dez fichas, faça um exercício: separe as de nota 4 e 5 e procure o que se repete. Corpo parecido? Acidez alta em todas? A mesma família de aromas?

Esse padrão vira pista de compra. Por exemplo, se os favoritos são todos tintos leves e de pouco tanino, vale procurar uvas como Pinot Noir e Gamay. No Enomentor, o perfil de gosto faz essa conta sozinho e a função Da taça para a prateleira traduz o resultado em uvas e pistas no rótulo.

Teste da vez

Abra dois vinhos diferentes no mesmo dia (pode ser meia taça de cada) e preencha a ficha dos dois lado a lado. Comparar é muito mais fácil do que descrever um vinho sozinho: a diferença de corpo, acidez e cor salta aos olhos.

Uma ficha preenchida vale mais que um rótulo bonito na memória. Principalmente quando o rótulo tinha um passarinho.

Perguntas frequentes

O que é uma ficha de degustação de vinho?

É um roteiro de anotação que organiza a degustação em etapas (olhar, cheirar, provar e concluir) e registra o que você percebeu e o quanto gostou de cada vinho.

O que não pode faltar numa ficha de degustação?

Identificação do vinho (nome, produtor, uva, país, safra e faixa de preço), cor e intensidade, aromas, doçura, acidez, tanino, álcool, corpo, persistência e a sua nota pessoal.

Ficha de degustação no papel ou no celular?

Os dois funcionam. O papel é ótimo para começar. No celular, as fichas ficam guardadas juntas e fica mais fácil comparar vinhos e enxergar padrões, como faz o perfil de gosto do Enomentor.

Enomentor

Um mentor de vinho que prefere fazer perguntas a dar respostas prontas. Escreve para ajudar você a reconhecer o próprio gosto e a escolher melhor na prateleira, inspirado no método sistemático de degustação do WSET.

Na prática: Ficha de degustação

Quatro passos, uma dica em cada pergunta e dois modos, para quem está começando e para quem quer ir além.

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